29 de jul de 2013

Dra Sebastiana Arruda - Missa de 30º Dia


Agradeço publicamente ao CEPERJ pela oportunidade de rompermos um mutismo injustificável. Injustificavelmente não soubemos deste infortúnio a tempo de nos manifestarmos, nos eximindo da dolorosa missão que sempre cumprimos diante de nossas grandes perdas. Isso acabou por se constituir numa grande injustiça que nos levou a silenciar sobre o fato, com uma espécie de consolo pela sua negação. Mas ele ocorreu! É o que o CEPERJ vem agora nos alertar. A injustiça não era só do IPCN, onde ela esteve sempre presente, chegando em ter a audição muito prejudicada em uma queima de fogos numa das nossas festividades, lá pelos idos da década de setenta. Todos, com certeza nos lembramos de Sebastiana, do Renascença, das feijoadas nos 13 de maio e no dia de São Jorge. Lembramos talvez vagamente da Dra Sebastiana militante das irmandades por herança de família. Além, é claro da riqueza do conhecimento pessoal de cada um individualmente. Eu mesmo, quando representante da Fundação Cultural Palmares, no Rio de Janeiro, fui honrado pela sua generosidade e sapiência, quando me visitava regularmente e, em torno de uma simples cafezinho me recordava nosso compromisso mais do que secular, trazendo informação de nossa luta desde tempo imemoriais. Foi ela que levou pelas mãos, o IPCN, ainda menino, à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, para desespero dos órgãos de repressão e para maior conhecimento nosso da verdadeira causa de nossa luta. Essa missa na Irmandade de Santa Ephigênia e Santo Elesbão será mais uma aula imperdível. Lá estive quando representante da Palmares, juntamente com o presidente Zulu Araújo e Luiz Nascimento da Petrobrás, para tentar auxiliar na luta empreendida por ela e sua irmã Maria Helena Arruda para preservação e restauração daquele imóvel. O que parecia mais uma Igreja, na verdade é a Igreja! Única Irmandade independente da Cúria Católica, ali estão guardados escritos históricos desde sua formação, dando conta da dificuldade da luta no século dezenove, desde a formação da irmandade, com a exigência legal que o contador fosse um cidadão de cor branca até a obtenção de um terreno junto às autoridade de então; as escolas, os asilos para os idosos e o atendimento dos doentes - uma lição imperdível. Sebastiana Arruda fora, não será só mais uma a menos nesse nosso barco, é também, e principalmente isso, o risco de não encontrarmos mais o nosso rumo. Que ela descanse em PAZ.


CENTRO DE PESQUISAS
CRIMINOLÓGICA DO RIO DE JANEIRO  
CEPERJ
Fundado em 23 de março de 1989. Inscrito no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas do
Estado do Rio de Janeiro sob o nº 392.318, Livro 34, Ordem 105.40S
                                        
 DRA. SEBASTIANA ARRUDA - MISSA DE 30ª DIA  NESTA 3ª FEIRA,  30/07/20 
                                                                                                            
                  A Direção do Centro de Pesquisas Criminológicas do Rio de Janeiro - CEPERJ, consternada e solidária à família daDra. Sebastiana Arruda, vem pelo presente informar a realização da missa de 30º dia do seu falecimento, que será celebrada em sufrágio de sua alma, na 3ªfeira, próxima vindoura, dia 30 de julho de 2013, às 16 horas, na Igreja de Santa Ephigênia e Santo Elesbão, situada na Avenida Passos,  esquina com Rua da Alfandega - Centro, Rio de Janeiro,
 José dos Santos Oliveira
 Diretor Executivo do CEPERJ







24 de jul de 2013

Parceria para o carnaval 2014

A Parceria é antiga, mas com o tema escolhido para próximo carnaval: - João Cândido, era será oficializada, em torno de uma bela feijoada e muita festa no dia 10 de agosto.

3 de mai de 2013

Participação do IPCN no VI Seminário Inserção e Realidade


15 de maio de 2013, o IPCN participará da mesa do seminário parte do VI Festival de Música, Dança e Cultura AfroBrasileira. O evento que contará ainda com shows,  oficinas e workshops, terá sua abertura  no dia 09 de maio no CEDIM, ás 18H30, com coquetel de abertura da exposição fotográfica Dande Kilumbo.

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Extrato de abril

24 de jan de 2013

PERDEMOS ZÓZIMO BULBUL

Menos um no Navio!

É com grande tristeza e medo que comunicamos o falecimento de Zózimo Bulbul. 

Tristeza pela perda de nosso grande Amigo e Irmão, parceiro de tantas lutas ainda inacabadas que não teremos mais ao nosso lado nessa existência: comandando, apoiando e contribuindo de todas as formas para nossos avanços. 

Medo porque cada vez mais constatamos o contínuo esvaziamento do Grande Navio de Amotinados. Já somos tão poucos que mesmo  todos se desdobrando em várias atividades, a falta de renovação e, porque também não dizer de união, já compromete nosso futuro.

Foi o Zózimo que estava no comando do Navio quando aportamos no MAM, em 1978, para as comemorações dos "Noventa Anos da Abolição" depois de atravessarmos, mais uma vez, com grandes dificuldades mas libertos, o grande mar tenebroso, tendo que enfrentar o escritor José Candido de Carvalho, entao presidente da Funarte em grandes batalhas até conseguirmos a liberação da verba para o a realização do Evento. Foi junto com ele que superamos a burocracia da Caixa Econômica Federal para descontar  o cheque emitido pelo governo federal. Ele também esteve lá quando, depois de tudo isto, Heloisa, a diretora do MAM de então, nos negou o espaço comprometido a mais de três meses, mas vencemos juntos também essa exigindo as áreas externas do Museu. O Evento foi um grande sucesso, apesar da mobilização maciça da repressão da ditadura que parece ter resolvido destacar para lá todos os seus aparelhos.

Que mais poderíamos falar de Zózimo Bulbul neste momento! Talvez fosse melhor ilustrar com a foto do dia 07 de dezembro de 2010, quando apesar das grandes dificuldades financeiras com que vinha lutando à frente do Centro Afrocarioca de Cinema - aqui mais uma de suas grandes virtudes, a generosidade - resolveu por ajudar financeiramente o movimento para Recuperação do IPCN.


16 de jan de 2013

COMUNICADO IPCN 01/2013




Em busca da auto determinação perdida.
Três anos após o início da campanha para recuperação do IPCN a análise é bastante positiva. Com a reabertura da Sede e a volta das atividades e eventos, num curto espaço de tempo o objetivo principal foi alcançado, mas isto não significa que não existam mais problemas a serem enfrentados: - “Não basta melhorar a senzala, precisamos transformar as condições impostas à nossa imensa maioria, por seguidos sistemas políticos, sociais e econômicos desde o Brasil colônia”, passando pelo império e pelas mais diversas repúblicas.
No IPCN, fundado em 1975, para dar seguimento a essa luta que perdura por séculos e afundado na década de noventa, a palavra de ordem agora é REFUNDAÇÃO. Após o conceito de “governança” do neoliberalismo, onde as tensões sociais se formam e se anulam nos diversos elos ou nós da rede ou teia social, deixando livre o Poder nos primeiros escalões (político, econômico, jurídico, ideológico ou cultural), para operarem o fluxo produção e distribuição (assimétrica) de riquezas nos quadros da atual mundialização, o modelo associativo implantado originalmente não tem se demonstrado efciente para enfrentar os problemas atuais.
No Brasil da estabilidade econômica, os movimentos sociais como as organizações do tipo ONGs e congêneres, têm tido sua ação política condicionada ao financiamento de projetos, obviamente do interesse do sistema, uma espécie de cooptação estrutural que cumpre ser superada em função mesmo da estabilidade do próprio sistema, como mostraram os fatos relacionados ao chamado mensalão. As organizações sociais que aglutinam interesses de grandes parcelas do povo são guardiãs de fato da democracia, não podendo ser atreladas a governos. Cumpre divisar para elas formas de financiamento de seu custeio, que possam ir além dos projetos “vazios” e do pagamento de mensalidades pelo quadro de associados, tendo em vista que de algum tempo para cá, houve desestímulo à vida associativa, questão ainda não enfrentada pelo atual poder institucionalizado a partir do voto.
A própria recuperação da Sede, sem qualquer apoio externo, foi concretizada com doações voluntárias de parte do grupo comprometido com a sua realização, que abriram mão de lazer pessoal, de ganhos de investimento, aquisição de bens materiais etc somadas as doações de simpatizantes de fora do movimento com o mesmo entendimento, num total de 12 pessoas, reconhecidas por mérito no ano do 37º aniversário do IPCN, como Super Guardiões (07 com valores superiores a 37 anuidades, 02 Grandes Guardiões (27) e 03 Guardiões (17).
Para esta fase de REFUNDAÇÃO, a diretoria eleita para o triênio 2011/2014, em reunião especificamente convocada para tanto, deliberou pela formação de um conselho especial de sustentação política e econômica, para assessoramento da diretoria em suas iniciativas e cobertura de vacâncias, composto pelos 12 Guardiões e pelos 09 diretores, que se mantiveram no exercício da função, se comprometendo com o depósito mensal de R$ 50,00 para manutenção da Sede durante todo o ano de 2013, com a previsão de sua ampliação para todos que assim o desejarem assumindo voluntariamente aos mesmos compromissos, podendo utilizar valores, quando assim o desejar, para ascender às diversas categorias de Guardiões.
Assim, pretendemos não só garantir a manutenção da Sede, tão arduamente recuperada, como também ampliar nossos quadros políticos, escassos até para o funcionamento de uma simples diretoria, fato que, no passado, já nos levou a extinção seguida de várias delas, assim como a afundação total do IPCN, na década de noventa.